Durante o evento Intel Developer Forum (IDF) que decorreu em São Francisco, o CEO da Intel, Brian Krzanich, anunciou um vasto conjunto de iniciativas e projectos que visam acelerar a evolução da empresa para novos segmentos de mercado, seguindo a visão de um mundo de dispositivos inteligentes e conectados. Brian Krzanich demonstrou igualmente a versão final da plataforma de desenvolvimento Edison que a empresa anunciou originalmente em Janeiro de 2014.

A nova placa Intel Edison foi originalmente apresentada com um formato correspondente a um cartão de memória SD full size, mas a marca acabou por decidir abandonar essa ideia, produzindo uma placa ligeiramente maior, com 25 x 35,5 mm, ou cerca de metade da dimensão de uma placa Arduino UNO.

A plataforma SoC de 22nm Intel Edison combina um processador Quark 32-bit a 100 MHz assim como um processador Silvermont Atom de duplo núcleo a 500 MHz e vem com 1 GB de memória RAM LPDDR3 e 4GB de memória flash. A placa suporta igualmente ligações Wi-Fi dual-band e Bluetooth 4, tendo uma porta USB 2, leitor de cartões SD e um conector de 70 pinos. Os pinos GPIO são totalmente compatíveis Arduino e a placa vai correr código escrito para a UNO. A placa vai inicialmente suportar desenvolvimento também em C/C++, seguindo-se Node.JS, Python, RTOS e programação visual no futuro. Está prevista conectividade dispositivo-a-dispositivo e dispositivo para cloud, permitindo criar sistemas de comunicações e serviços de analítica de todos os tipos.

Durante o IDF, o vice-presidente do New Devices Group da Intel, Mike Bell, mostrou já vários protótipos de projectos baseados na placa Intel Edison, desde quadcópteros a colunas áudio ou uma impressora braille. Outro dos destaques foi a solução de desenho e impressão 3D de roupa e acessórios de moda criada pelo designer holandês Anouk Wipprecht, em colaboração com o arquitecto italiano Niccolo Casas e que combina sensores embebidos para a ligação entre o corpo humano e mundo exterior.

Ao conseguir reduzir a dimensão do microprocessador para reduzir o consumo, a plataforma Edison transforma-se numa solução aplicável em qualquer tipo de projecto onde as capacidades de computação possam não apenas ser possíveis mas desejáveis.

Tal como explica Mike Bell, “trata-se de combinar tudo aquilo que ainda há pouco tempo associávamos a um computador desktop convencional, agora na dimensão de um selo. Temos excelentes ideias para esta plataforma, mas existem milhões de pessoas no mundo seguramente capazes de fazer coisas que nós nunca iríamos imaginar”.

A comercialização da plataforma começa com o Módulo Intel Edison que tem um preço recomendado de 50 dólares, potenciada ainda pelo Intel Edison Kit para Arduino, a placa de expansão Intel Edison Breakout Board Kit, todos previstos para ficarem disponíveis em 65 países até ao final do ano 2014.
 
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